DIÁLOGOS ANTROPOLÓGICOS
BLOG DO GRUPO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS
domingo, 26 de abril de 2026
quarta-feira, 22 de abril de 2026
CICLO DE SEMINÁRIOS DE PESQUISAS DO GERTS - 2026
Nos dias 19 de junho, 10 de julho, 17 de julho e 24 de julho de 2026, das 15h às 17h, através do googlemeet, o Grupo de Estudos Culturais, Identidades e Relações Interétnicas (GERTs) realizará seu ciclo anual de seminários de pesquisa no qual serão apresentadas e debatidas pesquisas já concluídas ou em andamento no âmbito do grupo. Cada sessão contará com duas pessoas apresentando e duas coordenando o debate. Cada apresentação deverá ser feita em no máximo 20 min, podendo priorizar aspectos teóricos ou metodológicos ou ambos. Os ou as debatedoras terão até 15 minutos cada para tecer suas considerações, a seguir será franqueada a palavra para a audiência.
As sessões serão organizadas como segue:
19/06/2026
Apresentam: Layla Karoline Bomfim do Nascimento e Davi Silva Santos
Debatem: Letícia Oliveira Feijão Galvão e Erna Barros
10/07/2026
Apresentam: Andrea Santos Lima e Lucas Passos
Debatem: Mateus Antonio de Almeida Neto e Wener da Silva Brasil
17/07/2026
Apresentam: Lucas Alexander e Raiane Santos
Debatem: Lucas Vieira Santos Silva e Wellington de Jesus Bomfim
24/07/2026
Apresentam: Glenda Mayra de Sandes e Gil Marcos
Debatem: Christine Sandes da Conceição e Alessandra Santos da Graça
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
SEMINÁRIO INTERNACIONAL VIOLÊNCIAS E (RE)EXISTÊNCIAS JUVENIS NAS PERIFERIAS DA IBERO-AMERICA
Nos dias 07 de outubro, 21 de outubro e 04 de novembro de 2025, no âmbito deste seminário internacional, realizamos três mesas redondas abordando as experiências das juventudes periféricas em Portugal, Espanha, Argentina, Colômbia e Brasil.
Otávio Raposo (ISCTE/IUL-PORTUGAL) e Carles Feixa (UPF-ESPANHA)
Eugenia Cozzi (UNR-CONICET-ARGENTINA) e Karen Steevens (UR-COLOMBIA)
Paulo César Ramos (CEBRAP-BRASIL) e Júlia Santiago (UFRJ-BRASIL)
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
Jovens e Trabalho em Sergipe
Acesse aos dados preparados pelo Observatório Juventude e Trabalho, da UFS. Segundo o IBGE, 2022, a população jovem de Sergipe corresponde a cerca de 23% da população total do estado (526.722 jovens). A população jovem do Brasil é de aproximadamente 48,5 milhões, representando 23% do total da população. Clique na imagem para maiores observações ou acesso o endereço: https://observatoriojuventudeufs.blogspot.com/
sábado, 15 de fevereiro de 2025
MESA REDONDA SOBRE JUVENICÍDIO NA AMÉRICA LATINA
É com grande satisfação que convidamos vocês para a mesa-redonda "Entre o global e o local: uma análise socioantropológica do Juvenicídio na América Latina", que ocorrerá no dia 20 de fevereiro de 2025.
A atividade está sendo organizada por Lucas Vieira (UFS- Brasil), doutorando em sociologia, juntamente com o Prof. Dr. Carles Feixa (UPF – Barcelona), Profa. Ma. Karen Cerón (UR – Colômbia) e Prof. Dr. Frank Marcon (UFS – Brasil).
O evento contará com a participação de diferentes pesquisadores latino-americanos que compartilharão suas reflexões e pesquisas sobre as dinâmicas de violência que afetam material e subjetivamente a juventude na América Latina:
🔹 Prof. Dr. Arturo Chacón (UACJ – México) – A narcocultura em méxico
🔹 Profa. Ma. Karen Cerón (UR – Colômbia) – Violência Juvenil em Colômbia
🔹 Doutoranda Laura Talina (COLEF – México) – Suicidio Juvenil Masculino
🔹 Doutorando Lucas Vieira (UFS – Brasil) – Genocídio da juventude negra no Brasil
Segue anexo o cartaz do evento, bem como o link de inscrição para aqueles que desejam participar.
Aguardamos vocês para essa importante discussão e esperamos contar com sua presença!
Clique aqui para Inscrições.
terça-feira, 7 de janeiro de 2025
Juventudes e Gênero nas Ciências Sociais
Lançamento Pré-venda do Livro Juventudes e Gênero nas Ciências Sociais, organizado por Frank Marcon e Danielle de Noronha. Disponível nos formatos impresso e e-book, pela Editora Telha
"A contribuição maior do presente livro está na abordagem das pesquisas sobre juventude, por meio da ampliação das lentes que a categoria teórica de gênero possibilita. Os leitores e as leitoras são contemplados com temas que abordam HQs, produção fílmica, skate e surfe, hip-hop, tecnologia da informação, ciberfeminismo, sistemas socioformacionais e socioeducativos, repúblicas institucionais e pandemia. Os investigadores e as investigadoras se debruçaram em campos e objetos diversos e apresentam resultados de pesquisas interseccionais que dialogam entre si, quando se considera, especialmente, o aumento do foco para os estudos de gênero e juventudes." (do Prefácio de Patrícia Rosalba)
sexta-feira, 12 de abril de 2024
II SEMINÁRIO INTERNACIONAL JUVENTUDE(S) E CIDADANIA
Esta é a segunda edição do seminário internacional Juventude(s) e Cidadania. O objetivo deste evento é o de promovermos o encontro de diferentes estudos que vem sendo realizados sobre juventude(s) no Brasil e em Portugal sob o viés da problemática da cidadania. Ou seja, a partir de quais experiências concretas os jovens se aproximam e se distanciam da cidadania como modelo ideal de agência política, como sujeitos sociais plenos, capazes de interpelar e reagir às condições de precarização que lhes são muitas vezes impostas pelas contingências de poder hegemonizados. Os temas das identidades, estilos de vida e culturas juvenis; dos usos das tecnologias digitais e das relações de poder aí contidas; da participação política ou das formas de ativismo com pautas plurais; da relação entre trabalho, renda e desigualdades; da violência e das políticas públicas voltadas para os jovens, gravitam em torno da questão da cidadania, aqui entendida também como um campo no qual a agência, a participação e a autonomia são disputadas, reconhecidas e visibilizadas (ou não). Este evento promovido no âmbito da interlocução entre o Centro Interdisciplinar de Ciências sociais (CICS.NOVA), da Universidade Nova de Lisboa, e do Grupo de Estudos Culturais, Identidades e Relações Interétnicas (GERTs), da Universidade federal do Sergipe, é realizado de forma híbrida (presencial e remota) e contará com três sessões atravessando os temas das "Desigualdades e políticas públicas", das "Práticas culturais e sociabilidades" e, por último, da "Tecnologia e mundos virtuais".
15 de Abril -
Sessão I
"Desigualdades e políticas públicas"
Debatedores
Frank Marcon
(GERTs-UFS)
Cores da
Mudança: Arte Urbana, Participação Comunitária e Políticas Públicas em Bairros
de Habitação Social
Ana Castro
(CECS-Univ.Minho)
Acolhimento
institucional para jovens mulheres em Aracaju/SE
Raiane de
Jesus Santos (PPGS – UFS)
27 de
Maio - Sessão II
"Práticas culturais e sociabilidades"
Debatedores
João
Bittencourt (UFAL)
Resistência e
Rap: uma etnografia num bairro periférico de Lisboa a desaparecer
Pedro Varela
(CIES-ISCTE.IUL)
"Esse
espaço também é nosso": jovens mulheres e o direito à cidade a partir da
prática do skate e do surfe
Letícia
Oliveira Feijão Galvão (PPGS – UFS)
25 de Junho -
Sessão III
"Tecnologia e mundos virtuais"
Debatedores
Ricardo
Campos (CICS.NOVA)
As Redes
Sociais como Espaços de Mobilização Coletiva – Um Olhar Sobre Fandoms de K-Pop
Priscila
Tarlé (DRI, Universidade Aberta)
Competências
digitais e cultura algorítmica: práticas de jovens no Brasil pós-pandemia
Gabriela
Losekan (UFS – PPGS)
sábado, 9 de março de 2024
O Antropólogo como Autor
GEERTZ, Clifford. Works and lives: the anthropologist as author. 1ª ed. Stanford, California: Stanford University Press, 1988.
Por Gabriela Losekan
Doutoranda em Sociologia (PPGS/UFS)
Bolsista CAPES e Membro GERTS
Logo no prefácio de Obras e vidas: o antropólogo como autor (2002), Clifford Geertz esclarece dois pontos importantes para a compreensão da sua argumentação ao longo do livro: o termo antropologia é usado como equivalente a trabalhos etnográficos e, embora questões biográficas e históricas sejam relevantes para a discussão sobre esse tipo de trabalho, sua principal intenção é compreender como antropólogos escrevem. Em síntese, sua argumentação é orientada aos aspectos textuais presentes em determinados trabalhos etnográficos, escritos por Claude Levi-Strauss, Edward Evan Evans-Pritchard, Bronislaw Malinowski, e Ruth Benedict. Então, além do capítulo que inicia o livro, Estar lá, e o capítulo que o encerra, Estar aqui, cada capítulo que compõe o desenvolvimento do livro é dedicado a um autor e obra em específico. Nesse sentido, essa resenha se limita ao capítulo inicial e final da obra.
No primeiro capítulo, Estar lá, Geertz nos provoca a pensar sobre os possíveis sentidos literários da escrita antropológica ao indagar o que faz com que textos etnográficos sejam persuasíveis. Na sua visão, a extensão de descrições etnográficas e seus argumentos teóricos, sozinhos, não são capazes de convencer de que o que o antropólogo diz, resulta de ter estado lá, “em contato estreito com vidas distantes” (p 17). Para que isso ocorra, a escrita é essencial pois, “impossibilitados de recuperar os dados imediatos do trabalho de campo para uma reinspeção empírica” (p. 17), é o aspecto do trabalho etnográfico que fará com que alguns etnógrafos sejam mais eficientes em transmitir suas impressões em texto e, com isso, mais ouvidos pela comunidade acadêmica e demais leitores.
Após situar o leitor sobre a relevância da escrita para o trabalho etnográfico, Geertz passa a argumentar sobre a função do antropólogo enquanto autor do texto etnográfico. Nesse ponto, ele conduz às seguintes discussões que emergem da análise literária de textos etnográficos: a questão da assinatura enquanto construção de uma identidade autoral, e a questão do discurso, um modo de enunciar as coisas relacionado a essa identidade. A questão da assinatura, isto é, a presença (ou tentativa de disfarce) autoral em um trabalho etnográfico esteve relacionada com um problema epistemológico, “impedir que visões subjetivas distorçam fatos objetivos” (p. 21). Um impasse comumente relacionado ao trabalho de campo e à descrição etnográfica enquanto método, e não ao discurso que está implicado na escrita de “textos ostensivamente científicos a partir de experiência em grande parte biográficas” (p. 22).
Admitir que os textos etnográficos “tendem a parecer romances, pelo menos tanto quanto laudos laboratoriais” (p. 20), ao mesmo tempo que permite pensar a questão da assinatura, estabelece um dilema: a oscilação entre a postura do “físico não-autoral” e do “romancista hiper autoral”, sem de fato permitir nenhum dos dois. Isso demonstra a dificuldade que o antropólogo enfrenta ao tentar se situar “num texto do qual, ao mesmo tempo, espera-se que seja uma visão íntima e uma avaliação fria” (p. 22). Para elucidar esse impasse, Geertz traz dois exemplos de autores que abordaram diretamente o dilema da assinatura em suas obras: o livro de Raymond Firth, We, the Tikopia, originalmente publicado em 1936, e o livro de Loring Danforth, The death rituals of rural Greece, publicado em 1982. Apesar das diferenças de posicionamento dos autores no texto - Firth preocupado com a neutralidade científica e Danforth, com um engajamento mais humanista -, Geertz destaca que ambos autores conseguiram nos convencer de que estiveram lá e “de que se houvéssemos estado lá, teríamos visto o que viram, sentido o que sentiram e concluído o que concluíram” (p. 29).
Para abordar a questão do discurso nos textos etnográficos, Geertz mobiliza o ensaio foucaultiano, Que é um autor? e o texto de Roland Barthes, Autores e escritores. Em síntese, Foucault diferencia autores que são fundadores da discursividade, isto é, autores que quando produziram suas obras produziram algo mais (um teoria, uma tradição, uma disciplina...), e autores que são produtores de textos particulares. Por outro lado, Barthes diferencia autores que escrevem e escritores que escrevem algo. Para o autor, a escrita, ou a linguagem, se constituiu numa práxis, enquanto para o escritor, é meramente um meio. Nesse ponto sobre a questão do discurso, novamente um dilema: na visão de Geertz, o discurso antropológico continua “empacado” entre a alternativa do discurso propriamente literário e do discurso propriamente científico. Em síntese, “a incerteza que aparece, em termos da assinatura, até que ponto e de que maneira invadir o próprio texto, aparece, em termos do discurso, como até que ponto e de que maneira compô-lo imaginativamente” (p. 34-35).
Se no primeiro capítulo, Geertz argumenta sobre a importância de pensar a assinatura e o discurso na escrita do texto etnográfico, no último capítulo, Estar aqui, o autor tece reflexões sobre as consequências de “(...) olhar para os textos de etnografia, além de olhar através deles” (p. 181, grifos do autor). O ponto central do capítulo é a discussão sobre o papel e o futuro da antropologia frente às reorganizações políticas do mundo, momento em que já não é mais possível fugir do ônus da autoria, uma vez que “(...) as fundações morais da etnografia foram abaladas do lado do Estar lá, pela descolonização” (p. 117) e “suas fundações epistemológicas foram abaladas, do lado do Estar aqui, por uma perda generalizada da confiança nas histórias aceitas sobre a natureza da representação” (p. 177). Nesse contexto, Geertz levanta dois questionamentos: quem deve ser convencido hoje em dia e convencido de quê? Tendo em vista que os objetos de estudo que estão lá e o público que está aqui não são mais separáveis ou moralmente desvinculados.
Para Geertz, mesmo nesse novo contexto, a tarefa do etnógrafo continua sendo demonstrar que os relatos sobre como vivem os outros podem transmitir convicção. Para tanto, “o vínculo textual entre as facetas do Estar Lá e do Estar Aqui da antropologia, a construção imaginativa de um terreno comum entre o Escrito A e o Escrito Sobre (...) é a fons et origo de qualquer capacidade que tenha a antropologia de convencer alguém de alguma coisa” (p. 188). Em que pesem as críticas aos textos escolhidos, à análise literária decorrente deles e, incluso, à estilística argumentativa do autor (Massi, 1992; Peirano, 1989), o leitor é convencido de que é preciso resgatar a análise textual do texto etnográfico para compreender como “(...) os processos literários afetam o modo pelo qual os fenômenos culturais são percebidos e apresentados” (Massi, 1992, p. 166), especialmente frente aos dilemas morais, políticos e epistemológicos que emergem das mudanças políticas do mundo. Por fim, o que ainda está disponível para o antropólogo? Escreve Geertz: “(...) facultar a conversa através de linhas societárias – de etnia, religião, classe, sexo, língua, raça – que se tornaram progressivamente mais matizadas, mais imediatas e mais irregulares” (p. 191-192).
Referências
MASSI, Fernanda. As estratégias textuais de Clifford Geertz. Cadernos de Campo, São Paulo, v. 4, n. 3, p. 166-168, 1992. Disponível em: https://lecturayescrituraunrn.files.wordpress.com/2017/03/resec3b1a-geertz-massi.pdf. Acesso em: 05/03/2024.
PEIRANO, Mariza. Só para iniciados. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 3, n. 5, p. 93-102, 1990. Disponível em: https://www.academia.edu/52674522/S%C3%B3_para_iniciados. Acesso em: 05/03/202
quinta-feira, 16 de novembro de 2023
5ª Mostra Elas por Trás das Câmeras - Resistências e Coletividades
Conheça a programação:
21 de novembro – Sessão 1: Corpos
Corpos Políticos, Mulheres no Audiovisual PE - MAPE, 5’ (PE)
Espelho, Luciana Oliveira, 18’ (SE)
Iauarête, Xan Marçal, 13’ (BA)
Porto das Almas, Carolina Timoteo, 20’ (SE)
Thuë pihi kuuwi – Uma Mulher Pensando, Aida Harika, Edmar Tokorino e Roseane Yariana, 9’ (RR)
Debatedoras: Luciana Oliveira e Manuela Veloso Passos
Mediação: Danielle de Noronha
22 de novembro – Sessão 2: Memórias
De tudo um pouco sabia costurar, Yérsia Souza e Felipe Moraes, 24’ (SE)
Elekô, Coletivo Mulheres de Pedra, 6’ (RJ)
Fartura, Yasmin Thayná, 27' (RJ)
TEKOHA - Mulheres Indígenas: Lutas e Retomadas, Coletivo nós, madalenas, 22’ (SP)
Debatedoras: Ana Marinho, Nara Caroline e Yérsia Souza
Mediação: Kênia Freitas
23 de novembro – Sessão 3: Tempos
Afluências, Iasmin Soares, 14’ (PB)
Contraturno, Larissa Fernandes e Deivid Mendonça, 26’ (GO)
Guaxuma, Nara Normande, 15’ (AL)
O FASC me toca e eu sou tocada por ele, Layla Bonfim, 20’ (SE)
Salve todos, Isabela Renault, 11’ (MG)
Debatedoras: Layla Bomfin, Letícia Galvão e Mariana Isla
Mediação: Erna Barros
quinta-feira, 28 de setembro de 2023
Seminário GERTs - Gênero e Sexualidade nas Ciências Sociais







